Parque Zoobotânico Arruda Câmara
sexta-feira, 17 de julho de 2015
sexta-feira, 10 de julho de 2015
Sobre as violações socialmente aceitáveis ao art. 5º da Constituição Federal
Acho que nunca vou estar num relacionamento.
Foi o que disse em uma roda de amigos certa feita quando estávamos discutindo coisas do tipo. Sim, tenho 21 e nunca estive em um relacionamento, mas esta não é a pauta de hoje, voltemos.
Descobri um dia desses conversando com Thalita que a coisa que mais prezo é minha liberdade. Saber que posso exercer livremente meus direitos e garantias fundamentais elencados no art. 5º de nossa Constituição Federal, essa é a menina dos meus olhos. Já vi amigas recusando convites para sair com outras amigas porque só pode sair com o namorado e não seria adequado; ou tendo que avisar que vão sair com as amigas, como se esperassem ouvir a anuência do outro; ou ligando desesperadamente diversas vezes ao longo do dia pra saber onde o namorado está. Uma vez tive o desprazer de presenciar a inquietude de uma colega de sala ao nos contar o impasse em que se encontrava "queria fazer academia com a mãe, mas o namorado por ciúmes não deixava", inclusive, ameaçou de entrar também na academia.
É por essas e outras que não consigo me ver em um relacionamento. É muita carência. Pensando bem, talvez eu me colocasse numa situação dessas sim, é a minha cara tentar me adequar às regras de conduta de alguém que gosto única e somente pra agradar. Mas, chega uma hora que não dá, não consigo levar isso por muito tempo, é insustentável. Não consigo fazer por muito tempo algo que não me dá prazer e, juro por Deus, não sei se isto é uma benção ou uma maldição.
Entendo que se eu escolho estar com você, podendo ter escolhido qualquer outra pessoa no mundo, já é o bastante. Eu não preciso estar com você o tempo todo pra provar que gosto de você. Provar! É isso! As pessoas precisam o tempo todo de demonstrações de afeto, quanto mais públicas melhor. Às vezes eu sinto que é só pra alimentar o ego. É a coisa da masturbação mental. Às vezes parece que você não ama o outro, mas a ideia de que o outro ama você, você é alguém amável, você conquistou alguém e colocou uma bandeira nela.
As coisas precisam realmente ser assim? Existem sim exceções, mas a exceção é que deveria ser a regra, entende o que quero dizer?
Nem todo mundo ama de verdade, a maioria só quer alguém que supra suas carências.
sábado, 4 de julho de 2015
Então
Eu poderia começar este texto contando que eu costumava escrever muito aqui e que depois não tanto e depois tudo parou, também poderia dizer que passado muito tempo eu resolvi ler tudo o que havia aqui e percebi que sou diferente hoje e resolvi apagar e começar do zero, reboot. Passou pela minha cabeça contar que tentei excluir esta página e migrar para outra, mas não consegui (realmente não consegui, não encontrei o botão vermelho), então optei por limpá-la completamente, o que levou algum tempo, e voltar a usá-la.
Porém eu não vou dizer nada disto, não seria sensato, acredito que passaria uma imagem confusa para o leitor. Não quero parecer confusa, nem volúvel (acredito que este é o termo adequado, certo? Volúvel? Acredito que sim).
Bem, aqui costumava ser bem colorido, aqui era só coraçõezinhos e florais. Não que eu não seja mais uma pessoa de corações e florais. Acho que agora sou mais florais e menos corações. Eu sou corações também, mas não como antes. Quando somos mais jovens não temos limites para nada, expandimos nossas extensões para tudo o que tocamos. Transbordamos desnecessidades. Acho que se a Letícia de hoje conhecesse a Letícia de 16, que escrevia aqui, talvez não se batessem. Continuando. Está ótimo aqui agora, tudo branquinho. Dá uma sensação de transparência, de que o que importa é o conteúdo.
Então, resolvi reabrir este estabelecimento por motivos de "nãotenhodisciplinaparamanterumdiário". Acho que o fato de ter feito as unhas hoje ajudou também. Quando faço as unhas sinto que posso fazer o que quiser que vai ficar bem feito. E meu quarto está arrumado e na cozinha não tem louça suja e meu cachorro está dormindo perto de mim e tudo isso me dá sensação de que o caos não existe e que eu vivo num lugar perfeito no tempo e no espaço. Quero manter esse lugar funcionando, de alguma forma ele é importante pra mim. Quero voltar a escrever com frequência também. Quero resgatar algumas qualidades minhas que se perderam entre uma mudança e outra de apartamento.
Acho que você já tem informações suficientes sobre mim, por enquanto.
Voltaremos a nos ver.
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