domingo, 19 de julho de 2015

Xuxa Requebra tocando ao fundo

Começo este texto resistindo ao máximo ao impulso violento de iniciá-lo com um cordial "bem,". Mas, essa bem que podia ser minha marca, não é mesmo? O Paulo Cesar Siqueira tem o seu "oi, como vai você?", eu podia ter o meu "benzinho" aqui quietinho na minha. Eu também gosto de "enfim", mas não seria prudente começar um texto com "enfim". Meu Deus, eu falo muito. Acho que isso não vai mudar nunca em mim, eu sempre falo muito. Eu sei com precisão os momentos em que eu tenho que calar a boca e os que somente carecem de uma ou duas palavras. Não é isso. Me refiro às oportunidades que tenho de me expressar, sempre que tenho a palavra eu abuso dela. Ah, a arte de ser prolixa! Mas, olha, nada disso é importante, o que importa é que eu estou bastante inquieta e a única coisa que exorciza esses demônios de mim é escrever, então vamos lá. Me deixe mais leve.
Estou fazendo aniversário hoje. Completando famigerados 21 anos de idade. Coisa formidável.
Aí você me pergunta: "Letícia, envelhecer te incomoda, é essa a sua inquietação?".
Não, amigo leitor, não é. Envelhecer é bonito se você faz direitinho.
Normalmente, eu amo meu aniversário, é como ano novo. Acontece que não sei dessa vez. Fui ficando meio ruim da cabeça de uns dias pra cá. Comecei a pensar no tanto absurdo de coisas que eu não sei ainda sobre a minha vida. A coisa mais próxima de um emprego que eu tive foi estagiar na Comissão de Ética da OAB. Pensando bem ganhar trezentos reais pra pegar o almoço da minha supervisora não parece muito ruim, esforço zero. Passava as tardes fazendo zero coisas. Eu consigo suportar isso por um tempo, mas se tem algo que eu busco na porra da vida é substância. Eu vejo pessoas fazendo uma série de coisas sem nenhum significado pra ninguém, coisas que não engrandecem elas e nem ajudam ninguém e eu fico me perguntando se elas em algum ponto da vida não se sentem mal com isso. É muito vazio no mundo. Eu não quero ser assim, não quero me tornar uma pessoa assim.
Eu amo o meu curso, mas não sei ao certo o que vou fazer da vida depois que ele acabar, também não sei que área escolher, e eu tenho que ter dinheiro também, e eu tenho que ter cuidado pra não arruinar minha vida pessoal entre um livro e outro.
Acho que é bem isso. Estou nessa de "precisoresolverminhavidatodaagora".Tem que planejar tudo.
Eu quero ser uma pessoa melhor também, às vezes parece bem claro na minha mente as escolhas que eu preciso fazer e também parece bem simples o que precisa ser feito, mas é mais fácil se acomodar. Eu não quero mais ser assim.
É isso, eu quero ser melhor.
É preciso que seja dito que descobri um álbum maravilhoso de uma moça chamada La Roux e aprendi a escanear coisas, irei mais longe, a esta altura já posso afirmar com veemência que aprendi a usar todas as ferramentas da minha impressora. Isso me torna oficialmente uma pessoa adulta e madura que pode cuidar da própria vida. O que é de fato uma vitória considerável. E isso tudo antes das nove da manhã. Também já tenho consciência de que essa coisa de ter uma boa noite de sono e comer bem e em horários certinhos é muito sério e importante pra a saúde do corpo.
É um bom começo. Pode ser só uma impressão minha, mas estou sentindo que esses 21 começaram bem. 

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